DIPLOMA NÃO GARANTE EMPREGO

Hoje irei tratar de um assunto um tanto polemico. O diploma é garantia de emprego? Na minha concepção não é garantia de você conquistar um bom emprego. Alguns especialistas concordam com esse meu ponto de vistas e ainda relação uma serie de características que as empresas despertam.

Todos nos sabemos que no passado você ter um curso superior e uma pós-graduação era sinônimo de um currículo diferenciado e com maiores condições de ser escolhido numa entrevistas. Nos tempos de hoje com o mercado muito competitivo, ter curso superior, que no antes era um diferencial, hoje se tornou um perfil padrão e o mercado esta exigindo pessoas com o maior nível de capacitação.

Em minha opinião o que era para ser um diferencial como um curso superior, uma pós- graduação e até MBA, as empresas hoje não vêem mais dessa forma. As empresas estão atrás de colaboradores que possam contribuir de uma forma mais efetiva. Ser um colaborador que tenha capacidade de exercer várias competências simultâneas, que possa ajudar em diversos setores e não num único lugar.

Quando você se completa o seu curso superior, uma pós-graduação e um MBA, normalmente estamos nos especializando num determinado assunto. Depois temos que fazer outro tipo de curso para poder se enquadrar no mercado de trabalho.

As empresas hoje estão atuando num dinamismo muito maior que há 10 anos atrás. Não fazer negocio nos tempos de hoje, é perder dinheiro. Por esse motivo as empresas estão à procura de colaboradores que possam contribuir para que esses negócios sejam fechados e que possam trazer lucros.

Quero deixar bem claro que não contra aos cursos de formação e que ninguém deve fazer suas pós-graduações ou deixar o seu MBA pra lá. O intuito é mostrar que isso hoje para as empresas não é mais um diferencial na hora de se estabelecer num emprego.

Alguns estudiosos montaram uma série de competências que podem ajudar a melhorar o nosso desempenho focando nossas tarefas dentro da empresa ou até mesmo para ajudar na hora de encontrar o melhor emprego.

Competências relacionadas ao conhecimento:

Autodidatismo: a quantidade de informação nova que surge todos os dias é enorme, e não estar atento a ela é ficar desatualizado perante o mercado.

Saber se reciclar: a palavra de ordem do mundo atual é mudança. Por isso, muitas vezes o que se aprendeu na escola não é mais adequado e precisa ser reciclado.

Prática na execução: por isso, experiências anteriores também acabam sendo bastante importantes.

Capacidade de agregar novos conhecimentos:

Através das experiências obtidas com as pessoas que conheceu e com quem interagiu: há a importância de aprender com os outros. Todos somos professores e alunos ao mesmo tempo.

Conhecer um segundo idioma: o inglês é o mais importante dentre eles. Grande parte da literatura técnica em muitas áreas e muito conteúdo disponível na Internet está em inglês.

Informática e Internet: ter familiaridade com o computador ajuda muito a desempenhar bem a maioria das funções e a dar continuidade ao aprendizado nesta área.

Competências relacionadas a valores

Valores morais e éticos: principalmente para cargos de liderança, pois já se foi o tempo em que o chefe era alguém que mandava. Hoje o gestor é aquele profissional que representa um exemplo a ser seguido por todos.

Coragem para tomar decisões e correr o risco de errar: em vez de profissionais que vivem se escondendo atrás de atitudes burocráticas e medrosas.

Competências relacionadas a capacidades diversas

Criatividade: não se aprende a ser criativo na escola. Criatividade tem a ver com a liberdade de pensamento. É se permitir, inovar, arriscar e até mesmo se expor ao ridículo. Hoje as empresas precisam de respostas e saídas criativas para os novos problemas que surgem.

Boa comunicação: articular corretamente as ideias, concatenar assuntos, estabelecer relações lógicas, coerentes e claras entre os fatos, assim como saber se expressar bem através da escrita.

Competências relacionadas ao comportamento

Por fim, as competências relacionadas ao comportamento talvez sejam as mais importantes, pois a maioria dos profissionais é admitida em função do conhecimento, mas, em geral, demitida por mau comportamento.

Inteligência emocional: é maior a necessidade de interagir e de agir como equipe e saber se relacionar é fundamental na formação de equipes fortes e unidas.

Capricho, preocupação e zelo: toda empresa deseja um profissional que desempenhe suas funções com esmero e capricho.

Ação para resultados: não se aprende na escola ser proativo e disposto a perseguir suas metas.

Simpatia: ser cortês, não falar mal dos outros, não participar de fofocas, ser prestativo e estar sempre pronto a ajudar. Tudo isso ajuda muito para que as coisas fluam e amizades sejam conquistadas.

Espírito empreendedor: ser responsável e gerir seu “pedaço”, seu tempo, suas tarefas, organizar-se para que possa render.

Resiliência: este termo hoje é muito utilizado na psicologia, principalmente na organizacional, e significa a capacidade do indivíduo em lidar com problemas, superar obstáculos ou resistir à pressão e situações adversas (choque, estresse) sem surtar e, principalmente, conservando posteriormente o mesmo perfil psicológico.

Volto afirmar, que não vejo a formação acadêmica como menos importante. A intenção é mostrar que cada um precisa melhorar a cada dia. Ser um colaborador pro ativo, uma pessoa que não se limite a fazer só o que pedem ou só aquilo no que se formou.

Nunca deixem de se aprimorar. Só o diploma não vai garantir o emprego.

André Soares – Empresário e Consultor de Marketing

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